Orientação sobre valores de serviços prestados

Ao Sistema CONFERP é vedado por lei o estabelecimento de valores relativos à cobrança dos serviços prestados por Profissionais e pelas Empresas de Relações Públicas. Tal atribuição é da competência dos sindicatos da categoria.

A ausência de um sistema sindical da categoria por todo o país gera, não raro, uma enorme demanda junto ao CONFERP para que ele “preste este serviço“. Nos Estados Federados, onde os sindicatos são atuantes, a demanda praticamente não existe.

O Sistema CONFERP não pode, contudo, atender à solicitação para que “ele venha estipular ou determinar valores que seriam cobrados ou recebidos por Profissionais de Relações Públicas que passam a atuar no mercado”, conforme texto apresentado à sua Secretaria-Geral. Tal impedimento é calcado em dois princípios basilares. Primeiro porque a lei não lhe deu essa competência. O segundo, corolário do primeiro, é muito lógico: quem obedeceria a uma resolução cujo emitente não tem poderes para legislar sobre o assunto?

No estrito cumprimento de suas funções precípuas, o CONFERP apontou parâmetros para a cobrança de valores cobrados pelos Relações Públicas no Código de Ética Profissional:

Art.8º – Os honorários e salários devem ser fixados por escrito, antes do início do trabalho a ser realizado, levando-se em consideração, entre outros:

a) Vulto, dificuldade, complexidade, pressão de tempo e relevância dos trabalhos a executar;

b) Necessidade de ficar impedido ou proibido de realizar outros trabalhos paralelos;

c) As vantagens que, do trabalho, se beneficiará o cliente;

d) A forma e as condições de reajuste;

e) O fato de se tratar de um cliente eventual, temporário ou permanente;

f) A necessidade de locomoção na própria cidade ou para outras cidades do Estado ou do País.

Por outro lado, lição antiga, transmitida pelo ex-Presidente do Conselho Federal, o saudoso Valentim Lorenzetti, vem sendo há muito difundida pelos Profissionais de Relações Públicas que tiveram o prazer e a honra de conhecê-lo. Dizia ele, serenamente, aos neófitos que ingressavam no mercado: “Só existem duas coisas antiéticas: trabalhar em prejuízo da comunidade e trabalhar de graça, impedindo que outro profissional exerça sua profissão“.

Assim, pelo apontado no Código de Ética e pelos ensinamentos de um dos maiores mestres das Relações Públicas, entende o CONFERP que em regiões brasileiras onde, por motivos diversos, há carência de informações sobre o quantum a ser cobrado pelos serviços prestados, o Profissional de Relações Públicas, poderá adotar o parâmetro apresentado pelo Código de Ética Profissional e:

1 – contabilizar o tempo alocado na construção e na operação do projeto e estabelecer um valor para o projeto que remunere as horas da equipe envolvida;

2 – estabelecer um valor para a hora de modo tal que ele não afaste o cliente;

3 – apontar todas as despesas realizadas no decorrer do trabalho de modo que sejam previamente autorizadas e reembolsadas pelo cliente.

Afinal, pior do que cobrar barato é não trabalhar. Essa, também, outra assertiva do saudoso Valentim.

Publicado por conrerp5 em 27 - novembro - 2010 Dicas

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